Eventos do CREFONO3

OFICINA DE FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL - FLORIANÓPOLIS/SC

OFICINA DE FONOAUDIOLOGIA EDUCACIONAL

CREFONO 3

RELATÓRIO FINAL

Fgo. Rodrigo França

Fga. Solange Pazini

 

O encontro realizado em Florianópolis/SC, nos dias 15 e 16 de março de 2012, promovido pelo Conselho Regional de Fonoaudiologia – CREFONO 3, com o apoio do Conselho Federal de Fonoaudiologia – CFFa e da Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia – SBFa, contou com a participação de cento e três (103) inscritos. O evento discutiu a Fonoaudiologia Educacional, com o objetivo de refletir sobre a atuação dos fonoaudiólogos nesta área, discutindo as prerrogativas e demandas atuais dos sistemas de ensino ligadas à Fonoaudiologia. Além disso, objetivou a planificação de diretrizes que estão descritas nesse relatório.

O papel do fonoaudiólogo escolar se insere em um contexto práxico, cujo campo de atuação se depara com todas as áreas de competência da ciência fonoaudiológica. Diversificadas são as propostas, as finalidades e os projetos que emergem da demanda por uma educação de qualidade para todos. Aliar saúde à escolarização em diferentes modalidades de ensino, ratifica e determina uma função social voltada à autonomia e emancipação humanas.

Para concatenar essas ideias, o evento foi organizado em palestras, proferidas pelo Dr. Jaime Zorzi e pela Dra. Vera Garcia, bem como em mesas redondas, coordenadas pela Fga Solange Pazini e pelo Fgo. Rodrigo França, respectivamente, relacionadas às experiências de atuação fonoaudiológica na educação básica e educação especial. Essas exposições foram utilizadas para dar sentido real e regional às discussões nos trabalhos de grupo.

Os grupos de trabalho – divididos em três - seguiram a seguinte proposta organizacional:

1) Discussão dos temas:

a)  Quais as metas/ações devem ser desenvolvidas para ampliar e fortalecer o exercício profissional na área da Fonoaudiologia Educacional?

b)  Como reformular as metas/ações voltadas para a atuação junto à Educação Especial, atendendo o princípio de transversalidade ao ensino regular?

c)  Quais ações devem ser desenvolvidas pelo (a)(s): Conselhos Federal e Regional, SBFa, IES, Fonoaudiólogos e gestores  para garantir a inserção, ampliação e fortalecimento da atuação profissional na área da educação?

2)  Apresentação dos grupos: a) Oral e escrita – sob a forma de diretrizes.

Tal processo efetivou as diretrizes abaixo, relacionadas à reflexão e (re) definição de ações que favoreçam a ampliação da ação da Fonoaudiologia Educacional.

As metas/ações para ampliar e fortalecer o exercício profissional foram assim descritas:

- Apresentar ao Poder Público Federal/Estadual/Municipal que há legislação amparando a atuação do fonoaudiólogo escolar, a fim de que haja a compreensão do território fonoaudiológico.

- Esclarecer e conscientizar os gestores, os educadores, os educandos, a equipe pedagógica e a comunidade escolar em geral, sobre a Fonoaudiologia Educacional.

- Criar instrumentos para a ação de conscientização das esferas educacionais (folder, palestras, mídia, etc.).

- Promover uma ação permanente do fonoaudiólogo no planejamento das diretrizes educacionais amplas e nas propostas político-pedagógicas das escolas.

- Solicitar espaço nas reuniões pedagógicas de planejamento do ano letivo para dar visão à atuação profissional do fonoaudiólogo na escola.

- Definir desenhos distintos da ação da fonoaudiologia educacional e de ações ligadas à clínica fonoaudiológica e de ações voltadas à saúde.

- Divulgar em rede nacional a ação da Fonoaudiologia Educacional, na esfera administrativo-executiva, legislativa e judiciária.

- Oferecer palestras nos cursos de Pedagogia, para divulgação da Fonoaudiologia Educacional.

- Ampliar a participação dos fonoaudiólogos nos congressos, nas oficinas e nos eventos em geral relacionados à Fonoaudiologia Educacional.

- Contemplar na grade curricular um trabalhado humanizado e coletivo, de forma a apreciar a teoria e a prática na Fonoaudiologia Educacional.

            Em relação à transversalidade da educação especial junto ao ensino regular, com o objetivo de garantir a inclusão de pessoas com necessidades educativas especiais em espaços comuns de ensino e aprendizagem, foram relatadas as seguintes diretrizes:

- Promover a inserção do fonoaudiólogo nas secretarias municipais e estaduais de ensino, fomentando a transversalidade da educação especial no ensino comum.

- Implantar a participação de fonoaudiólogos na equipe do MEC para elaboração das novas leis, pareceres, decretos e diretrizes da Educação Especial.

- Fortalecer a relação fonoaudiólogo-educador, por meio de formação continuada, tanto nas salas de aula comuns, quanto nas salas de Atendimento Educacional Especializado – AEE, Serviço de Atendimento Educacional Especializado – SAEDE e salas multifuncionais.

- Esclarecer às secretarias de educação e educação especial sobre o papel do fonoaudiólogo educacional nas  salas multifuncionais.

- Promover momentos de sensibilização da atuação da Fonoaudiologia Educacional e da Educação Especial em áreas afins (pedagogia, psicopedagogia, letras, psicologia, licenciaturas).

- Oportunizar espaço na educação especial para a atuação diferenciada do fonoaudiólogo na área de reabilitação/clínica e na área escolar.

            Quanto às ações de Conselhos Federal e Regional, Sociedade Brasileira, Instituições de Ensino Superior, fonoaudiólogos e gestores  voltadas à Fonoaudiologia Educacional, foram elucidadas as diretrizes que seguem:

- Aprofundar a formação do acadêmico de Fonoaudiologia em Fonoaudiologia Educacional, proporcionando a vivência/experiência do universo escolar.

- Aumentar a carga horária dos cursos de Fonoaudiologia, estabelecendo uma carga mínima para a Fonoaudiologia Educacional, não concentrando apenas em uma disciplina ou no estágio.

- Repensar as grades curriculares de forma que os cursos de graduação trabalhem as Políticas Públicas relacionadas ao trabalho do fonoaudiólogo em todas as áreas.

- Criar um projeto de lei, nas instâncias municipal, estadual e federal, para criação de  cargo de Fonoaudiólogo Escolar nas Secretarias de Educação.

- Sensibilizar o fonoaudiólogo para a participação em Conselhos de Educação.

- Fortalecer o movimento da classe buscando direitos e representatividade junto às esferas políticas.

- Criar nos cursos de Pedagogia, uma disciplina referente à Fonoaudiologia Educacional.

- Convidar os gestores educacionais para participar dos encontros/palestras/cursos organizados pelos órgãos da classe – Conselhos Federal e Regional, IES e SBFa, no que diz respeito à atuação do fonoaudiólogo educacional.

- Implementar o dia do “Fonoaudiólogo Educacional” com intuito de sensibilizar a comunidade, conforme as demais campanhas já instituídas na classe.

- Criação de um departamento de Fonoaudiologia Educacional na Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia.

- Criar periódico científico na área de Fonoaudiologia Educacional.

- Oportunizar a discussão juntamente com o sindicato das questões da categoria profissional como carga horária e piso salarial mínimo, bem como o fortalecimento da classe profissional.

 

            As propostas lançadas nesse relatório indicam a plena participação dos envolvidos na Oficina de Fonoaudiologia Educacional, realizada em Florianópolis, concentrando as expectativas e deliberações que emergiram das reflexões e discussões a respeito da educação e do campo de atuação fonoaudiológica.  É possível perceber que as ações ou metas empreendidas pelos grupos de trabalho fundam uma nova etapa a ser empreendida: a (re) organização e (re)definição de políticas fonoaudiológicas que contemplem e implementem ações reais e possíveis na esfera educacional.

 

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                

           

 

 

 

 

 

 

 

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