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A outra face do trauma

Fonoaudiólogos chamam a atenção para os acidentes nas estradas, no próximo dia 3 de setembro

Motoristas que viajarem pela BR-101 e passarem pelo posto da 1ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal, Unidade Operacional de Biguaçu, no KM 190,  na próxima terça-feira (3), serão abordados por fonoaudiólogos e estudantes de Fonoaudiologia da UFSC, que estarão no local, das 14h às 17h, orientando aos motoristas sobre “trauma de face”, um tema pouco falado, mas que impacta a vida de qualquer um, pois trata-se de um tipo de lesão bastante comum em acidentes em estradas, principalmente quando a colisão tem característica frontal. O trauma é considerado um problema mundial de saúde pública. Se não forem reparados de maneira adequada e no momento adequado podem evoluir para sérias sequelas estéticas e funcionais, pois, quando não o limitam funcionalmente, muitas vezes deixam sequelas psicológicas importantes, alterando a sua relação com a sociedade.

 

Um levantamento feito pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), mostra que nos primeiros seis meses de 2019 foram registrados 4.090 acidentes em rodovias federais de Santa Catarina, com 4.785 pessoas feridas e 202 mortes. Sendo somente colisões frontais, tipo de acidente que mais resulta em trauma de face, 293 acidentes, com 540 pessoas feridas e 58 mortes. Mais de 1/4 das mortes em rodovias federais de SC aconteceram em colisões frontais.

 

Conscientização

A ação de conscientização, que traz como tema “A outra face do trauma”, é iniciativa do Conselho Regional de Fonoaudiologia (Crefono3), que abrange os Estados do Paraná e Santa Catarina e representa mais de três mil fonoaudiólogos. O objetivo é esclarecer a população sobre como tratar e como buscar auxílio fonoaudiológico para a melhor recuperação dos pacientes.

 

A ação de conscientização, que traz como tema “A outra face do trauma”, é iniciativa do Conselho Regional de Fonoaudiologia (Crefono3), que abrange os Estados do Paraná e Santa Catarina e representa mais de três mil fonoaudiólogos. Os objetivos são esclarecer a população sobre como tratar e como buscar auxílio fonoaudiológico para a melhor recuperação dos pacientes, além de conscientizar a sociedade sobre os riscos do desenvolvimento de doenças derivadas dos traumas da face, quando na ausência de tratamento em que são necessárias as técnicas fonoaudiológicas. A intenção ainda é orientar familiares e pessoas mais próximas dos pacientes de como buscar esses recursos.

 

Além da abordagem na estrada, a ação no mesmo dia estará acontecendo, paralelamente, nas proximidades da Univali, em Itajaí, e nos arredores da IELUSC, em Joinville, onde os motoristas também estarão recebendo material de orientação.

 

“Nossa intenção é levar informações úteis a população sobre a importância de se ter um Fonoaudiólogo na equipe de tratamento, como se deve exigir ou buscar por esse profissional e quais os riscos que a pessoa com trauma fica expostas quando não há esse apoio”, explica a vice-presidente do Crefono3, Jaqueline Ijuim.

 

Você sabe o que é trauma de face?

É uma lesão na face que pode vir a afetar a pele, músculos, nervos e ossos. Dependendo do grau, o indivíduo pode perder a sensibilidade e ter outras consequências decorrentes do trauma, podendo interferir na mastigação e na comunicação.

 

Como se dá

Principalmente em consequências de acidentes de trânsito e nas estradas. Mas quedas e lesão por arma de fogo e violência também são causadoras.

 

Qual é o tratamento adequado?

O paciente que sofre um trauma de face encontra inúmeras barreiras na sua recuperação, que costumam ser lentas, pois dependem de cicatrização e da atuação de várias especialidades da saúde. A dor intensa influência na correta comunicação, principalmente se o trauma é na língua, na mandíbula ou em consequência da perda de dentes.

A alimentação é um item que requer muita atenção, principalmente na fase aguda do tratamento. A escolha do cardápio, bem como a consistência do alimento, deve ser criteriosa, pois uma eventual ‘broncoaspiração’ pode trazer consequências graves para um paciente que tem tudo para evoluir bem. Em alguns casos o paciente não consegue abrir a boca, necessitando o uso de sondas, dispositivo que precisa ser cuidadosamente avaliado por Fonoaudiólogos no processo de tratamento.

 

O trauma de face provoca

  • Dor na musculatura facial e/ou cervical
  • Rigidez e tensão muscular
  • Alteração na oclusão dos dentes
  • Limitação na abertura da boca
  • Desvios dos movimentos mandibulares
  • Crepitação ou ruídos
  • Alteração de sensibilidade
  • Redução da força ao mastigar
  • Alterações na fala
  • Alterações como cansaço e redução de força ao mastigar
  • Dificuldades para sugar e engolir

 

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